Em 2026, o INPI formalizou metas de desempenho e anunciou iniciativas com soluções baseadas em inteligência artificial para agilizar exames e revisar qualidade. O efeito prático para empresas é um “padrão técnico” mais alto: pedidos genéricos, especificação mal definida e sinais fracos tendem a sofrer exigências, oposição ou indeferimento. Quem prepara o depósito com estratégia (anterioridade, classes, provas e monitoramento) reduz retrabalho e aumenta previsibilidade.
O que mudou no discurso institucional do INPI
No Plano de Ação 2026, o INPI projeta metas operacionais e prevê soluções baseadas em inteligência artificial para agilizar o exame de patentes, marcas e desenhos industriais, além de um sistema automatizado de revisão de qualidade.
“soluções baseadas em inteligência artificial para agilizar o exame” — INPI – Plano de Ação 2026 (gov.br)
Por que IA e revisão de qualidade elevam o padrão
Quando o órgão melhora triagem e consistência do exame, aumenta a detecção de inconsistências: especificação incompatível, pedidos genéricos, falta de distintividade, conflitos com anterioridade e falhas formais. Isso é positivo para o sistema, mas exige melhor preparo do depositante.
- Redação mais técnica e objetiva (especialmente na especificação).
- Busca de anterioridade mais robusta antes do depósito.
- Gestão de prazos e resposta rápida a exigências/oposições.
Como preparar pedidos de marca para 2026 (roteiro prático)
- Defina o sinal (nome/logotipo) com critérios de distintividade e risco concorrencial.
- Faça busca ampliada (fonética, ortográfica e figurativa) e documente resultados.
- Escolha classes com visão estratégica e escreva especificação com precisão.
- Prepare provas de uso e de criação (quando aplicável) para fortalecer defesa.
- Implemente monitoramento: novos depósitos semelhantes e prazos do processo.
Onde empresas mais erram (e como corrigir)
- Depositar sem busca: “aposta” que vira oposição/indeferimento.
- Especificação genérica (“serviços em geral”): aumenta exigências e reduz força.
- Escolha de classe por “achismo”: abre brecha para concorrentes em classes correlatas.
- Falta de gestão pós-depósito: perde prazos e oportunidades de defesa.
Em 2026, esses erros tendem a custar mais tempo e mais dinheiro, porque o mercado está mais competitivo e o INPI está elevando produtividade e qualidade.
FAQ
- IA do INPI decide sozinha?
- O INPI menciona soluções baseadas em IA para agilizar e revisar qualidade. Na prática, o exame segue normas e procedimentos, com suporte de sistemas e diretrizes.
- Pedidos “genéricos” serão indeferidos?
- Não automaticamente, mas tendem a sofrer mais exigências, restrições e oposição. Quanto mais claro e técnico o pedido, melhor.
- Como reduzir retrabalho?
- Com busca de anterioridade, classes bem escolhidas, especificação precisa e acompanhamento do processo com respostas dentro do prazo.
Fontes e leituras recomendadas
- INPI – Plano de Ação 2026 com metas e indicadores (03/02/2026): //www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-divulga-seu-plano-de-acao-2026-com-metas-e-indicadores
- INPI – Atualização do trâmite prioritário (10/02/2026): //www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-atualiza-regras-e-amplia-categorias-de-tramite-prioritario-de-marcas
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